
se vira ai agora .
Foi numa dessas noites quaisquer , onde não havia estrela nem lua..
O céu estava escuro como nunca, no chão, uma curva que fazia a
ondulação de minhas pernas.
-mês ?
-Hora, mês não sei , mas sei que não havia companhia nem vinho .
Velava teu sono como insetos de verão.
Era mestiça, cruel, sujeito a relva, uma coisa sem explicação.
Não sentia raiva nem ódio, nem o medo da tua presença.
Sedenta e ligeira era a massa que se passava no caminho de minha
mente.
Chegava noite, chegava dia, tudo o que me restava era a vontade
de fazer de meus sentimentos um final de eclipse.
autora : Iracema.